Reportagem com Enilson Komono e Rodrigo (D' Bronx) para o G1.
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Conheça voluntários que fazem a diferença no interior de SP
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Região de Bauru
O promotor de Justiça, Enilson Komono, dedica boa parte do seu tempo para trabalho voluntário em Bauru e também em outras partes do país e do mundo. Ele é coordenador da ONG SOS Global, que leva ajuda humanitária a áreas atingidas por catástrofes e desenvolve desde 2006, em Bauru, o projeto Wise Madness, que tem como objetivo a prevenção do uso de drogas entre os jovens por meio da arte e do esporte.
O promotor de Justiça, Enilson Komono, dedica boa parte do seu tempo para trabalho voluntário em Bauru e também em outras partes do país e do mundo. Ele é coordenador da ONG SOS Global, que leva ajuda humanitária a áreas atingidas por catástrofes e desenvolve desde 2006, em Bauru, o projeto Wise Madness, que tem como objetivo a prevenção do uso de drogas entre os jovens por meio da arte e do esporte.
“Nós mantemos um barracão, onde oferecemos todos os dias oficinas diversas. Temos Teatro de Rua, malabares, pirofagia, skate, patins, dança, música, entre outras atividades. O local é aberto para quem quiser participar da iniciativa. Nós temos um trabalho nas escolas públicas, da periferia, onde levamos o projeto e a experiência de vida das pessoas que fazem parte dele”, explica Enilson.
Atualmente, 60 jovens participam de forma permanente do projeto, a iniciativa é aberta a todos que se identificam com as atividades do grupo. Enilson conta que sempre teve envolvimento com projetos sociais, desde adolescente, mas, hoje, com a independência financeira ele pode desenvolver os seus próprios projetos.
“O mais importante é você poder ajudar no que é possível, orientar esses jovens, incentivar o retorno aos estudos, porque muitos que começam no projeto pararam de estudar, encaminhar para o emprego, para universidade. Enfim, colaborar de alguma forma para mudança de vida e perspectivas dos jovens”, completa.
O rapper Rodrigo Caetano Faustino é um desses jovens que teve a vida transformada ao participar do projeto. O envolvimento com drogas e o tráfico ficou no passado e hoje ele leva o seu exemplo de superação para os lugares onde apresenta o trabalho do Wise Madness e também onde presta ajuda humanitária por meio da SOS Global. Além disso, atualmente, ele consegue viver da música, da arte que ele desenvolve.
“Um dos fatos marcantes das viagens que fazemos por todo país aconteceu em Santa Catarina, quando fomos fazer um impacto comunitário em 2009. Antes da apresentação na praça de Ilhota, vi um jovem que tinha muita influência sobre os demais e fui conversar com ele.
Depois percebi que ele ficou até o fim da apresentação. No dia seguinte, ele contou que comandava o tráfico no local, mas, depois da nossa apresentação e do que conversamos, quis mudar de vida. E mudou mesmo, ele tem um emprego, casou no ano passado”, conta.
Para o músico, a possibilidade de mudar a realidade e colaborar com a mudança na vida de outras pessoas são a prova de que o trabalho voluntário dá certo. “Nós temos contato com jovens da periferia, que ou estão envolvidos com drogas ou estão muito próximos dessa realidade. E quando a gente vê que eles conseguiram superar, estão em uma universidade, estudando, trabalhando, mesmo que seja um único jovem, uma vida que a gente consegue transformar já vale a pena. Isso é o que nos motiva, ver que seu exemplo de vida mudou a realidade de outra pessoa também”, destaca.
Ajuda humanitária - No mesmo local onde funcionam as oficinas do Wise Madness, há também a filial da SOS Global. A organização tem com missão enviar ajuda na forma de socorro médico, técnico, alimentar, psicológico e espiritual para os locais onde acontecem catástrofes de desastres naturais e, ou humanos (guerra), em qualquer parte do mundo, com grande número de vítimas necessitando de ajuda emergencial.
Enilson explica que em Bauru funciona todo o apoio logístico que precisa ser enviado nessas situações desastres. Ele esteve com equipes para ajudar desabrigados das chuvas em São Luís do Paraitinga em 2010, do Rio de Janeiro em 2011, só para citar as ações mais recentes.
“Aqui nós temos o caminhão, que transporta as doações; também é onde concentramos as doações, fazemos as triagens; todos os equipamentos necessários para essa ajuda como gerador de energia, bomba de água, tudo fica concentrado na sede no barracão. Também quando temos que partir para essas ações sempre nos reunimos e saímos de Bauru”, explica.
A ONG também realiza cursos de formação de voluntários não só em Bauru, mas, também em outras cidades da região. “Sempre que conseguimos reunir um grupo de pessoas interessadas no projeto, nós fazemos esse treinamento, porque quem trabalha em áreas atingidas por catástrofes precisa de uma série de orientações. O voluntário precisa saber como agir em campo, como tratar as pessoas que estão em abrigos, o que deve ou não ser feito, como montar as cestas básicas, a triagem dos alimentos. Tem a parte técnica também do local afetado, como é uma enchente, um terremoto, quais as consequências”, completa.



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